ENSINO DE FISICA EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS
ALUNO: RODRIGO SANTA CRUZ FERREIRA
Resumo
As exposições de ciências aumentam o nível de conhecimento e capacitação do cidadão, no campo da ciência e tecnologia. O ensino de ciências exatas é considerado pela maioria dos alunos e pesquisadores uma das áreas mais sistemáticas devido ao formalismo da estrutura curricular e ao tradicional método de educação, com tendências indesejáveis em motivar os alunos em seu aprendizado. O Museu e os centros de ciências tem entre seus objetivos,estimular a apropriação do método científico, a curiosidade e a observação da realidade por meio da experimentação interativa e lúdica. Além de contribuir para a divulgação do conhecimento científico e tecnológico à população.
1. Introdução.
Em 1903, surgiu na Alemanha, o Museu Deutsche, com aparências antagônicas as que já existiam, e foi considerado o precursor dos museus contemporâneos de ciências e tecnologia introduzindo estratégias de interatividade, e dessa forma criando uma nova forma de comunicação com o público (CAZELLI, 2002 e GASPAR, 1993). Outros museus de ciências seguindo esse modelo foram criados com o objetivo de introduzir discussões sociais referentes ao desenvolvimento da ciência e tecnologia. Nessa época, existia grande analfabetismo científico por parte da população mais carente e menos favorecida. No final da década de 60, nos Estados Unidos e no Canadá, apareceram novos modelos de museus de ciências, os centros de ciências (PADILLA, 2001) que eram espaços dedicados aos fenômenos e conceitos científicos, que mostravam a existências de outras imagens de museus, além das tradicionais. Essa época foi marcada pelo lúdico, pela interatividade, com o objetivo de levar a ciência ao conhecimento de toda sociedade, como estratégia de um rompimento com a exclusividade intelectual, ideológica e cultural que regulava e resistia a informação.
A divulgação científica é importante para a democratização da sociedade, tornando- a mais livre, responsável e mais culta cientificamente, diminuindo o desequilíbrio existente entre o cultural e o intelectual. Na década de 80, apareceram no Brasil e em outros países, atividades relevantes com finalidade de divulgação pública da ciência (PADILLA, 2001), assim como os centros de ciências e museus de ciências contemporâneos, aumentando o nível de conhecimento e capacitação do cidadão, no campo da ciência e tecnologia, através de exposições (SCHALL, 2002).
O Centro de Ciências da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) de Presidente Prudente, apoiado pelo MEC (Ministério da Educação), foi fundado em fevereiro de 1994 em parceria ao CDCC (Coordenadoria de Divulgação Cientifica e Cultural) da USP (Universidade de São Paulo) do Campus de São Carlos, pela rede SINEC
(Sistema Integrado de Núcleos de Ensino).
Esses centros de ciências são coadjuvantes no processo de inclusão social, porque fornecem condições para ampliar a alfabetização científica e a busca da sociedade pelo conhecimento. Entretanto as camadas mais baixas da população têm dificuldade de acesso à informação e transporte, o que tem limitado seu acesso aos centros e museus de ciências.
O papel do articular é promover conhecimento científico; estimular a apropriação do método científico, a curiosidade e a observação da realidade por meio da experimentação interativa e lúdica, transportando os equipamentos e experimentos às instituições de ensino; enriquecer o ensino multidisciplinar; desenvolver, organizar e manter exposições, mostras e eventos em prol da educação científica de crianças, jovens e adultos, difundindo preceitos de cidadania.
Os museus e centros de ciências contemporâneos desenvolveram características para distingui-los dos museus tradicionais, como atividades itinerantes, ou seja, levar a ciência ao conhecimento do público por meio que facilitem a reflexão e o acesso, de forma experimental, participativa e criativa.
2. Metodologia
A metodologia em aulas práticas e uso de recursos interativos por um docente, como notícias jornalísticas, vídeos, computadores e experimentos, contribui qualitativamente ao ensino de Física, conforme citado por MENEZES et. al. (2005), facilitando a interpretação e a compreensão de fenômenos abordados no conteúdo, presente no cotidiano e na tecnologia, permitindo uma proximidade com a realidade. Os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) apresentam uma excelente estruturação do conteúdo e as competências a serem discutidas nas disciplinas de exatas, sugerindo o uso de trabalhos experimentais que explorem o cotidiano, contendo preocupações com as diferentes realidades escolares, e compatibilidade com os diversos sistemas educacionais.
Estas atividades são desenvolvidas para vários tipos de visitantes do museu, como: grupos de visitantes, visitante-estudante, professores do Ensino Fundamental e Médio, comunidade local e guias turísticos, e apresentando características específicas para cada tipo de público.
No setor de física interativa estão disponíveis experimentos sobre força e movimento, fluidos, luz, ondas e som, calor, eletricidade e magnetismo, matéria e energia, e astronomia. Cabe mencionar que em todos os experimentos o visitante deve acionar o equipamento, observar o que acontece e tentar compreender o fenômeno físico envolvido.
São realizadas de uma maneira dinâmica onde as pessoas envolvidas iram apresentar seus pré-conhecimentos, para que o experimento ou o material apresentado fique mais perto de sua realidade. Podendo formular conceitos físicos do próprio conhecimento individual de cada individuo e assim a ciência se torna cada vez mais perto da população.
As pessoas envolvidas podem ser qualquer parte da sociedade: rico, pobre, idosos e crianças o importante é aproveita o que elas já trazem na bagagem e mostrar para as mesmas que a ciência está mais perto do que elas imaginam.
3. Resultado
A análise dos dados, coletados a partir das avaliações realizadas durante a oficina e os cursos, revelou que a as atividades interativas apresentadas e analisadas pelos professores na oficina motivou-os a trazer os seus alunos para vivenciar uma metodologia diferenciada compatível com a realidade atual.
Cabe ressaltar que os equipamentos que compõem estas áreas permitem uma experimentação dinâmica e interativa, que requer uma atuação direta dos participantes, através das seguintes ações: pressionar botões, mover objetos, puxar cordas, girar manivelas, sentar-se, pendurar-se, equilibrar-se. A norma não tocar nos objetos foi abolida. Tudo o que estava exposto foi analisado com fins educacionais. Assim, o contato com os experimentos interativos ocorreu pela manipulação de variáveis, não só utilizando botões disponíveis nos equipamentos, mas também pela interação com os equipamentos e observação do fenômeno. A manipulação das variáveis de um determinado sistema físico permite ao participante observar o resultado destas ações, levando-o a se questionar sobre os fenômenos físicos envolvidos, exercitando, desta forma, seu raciocínio lógico, sua capacidade de observar e criar hipóteses. Esta proposta metodológica procura tornar a física mais acessível, tendo em vista que fornece não só o acesso à informação, mas também propicia o aprendizado, a motivação e o interesse pela área científica.
4. Conclusões
Os museus e centros de ciências da atualidade abarcam diversas responsabilidades com a sociedade. O Museu e os Centros de Ciências facilitam o contato direto dos jovens com os trabalhos científicos. Os alunos são induzidos a mexer nos experimentos, e após essa interação podem debater os assuntos em sala de aula, o que ajuda a aguçar a imaginação e a desmistificar a ciência, encorajando-os a seguirem carreiras em ciências e tecnologia. Ao terminar o ensino médio um aluno deve ser capaz de compreender que a medida de uma grandeza física tem sempre um grau de incerteza, podendo estimar margens de erro em situações simples. Reconhecer que modelos simplificados podem simular e permitir análises de situações complexas, e que teorias científicas quando possíveis, devem ser avaliadas através de evidências experimentais. Através dos cuidados e métodos sugeridos ao ensino de ciências exatas, é atribuído um novo significado às aulas, que exprime uma maior preocupação com a qualidade, e privilegia o aluno no processo educativo.
Os museus e centros de ciências nos parecem, desde então, mais que espaços que procuram aguçar a curiosidade e despertar o interesse pela ciência e pela tecnologia; locais para a imersão na cultura científica que, entretendo e educando a um só tempo, tornam a ciência menos misteriosa, mais transparente. Para os professores que os visitam, eles podem ser também exemplos vivos de uma pedagogia que tem como ponto de partida o interesse e que oferece a possibilidade de aprender em processos investigativos. Mais raro, mas certamente possível, podem ser exemplos das relações entre ciência e tecnologia em situações que evidenciam o quanto uma e outra se influenciam mutuamente, e das consequências sociais e ambientais da produção científica e tecnológica.
1. Introdução.
Em 1903, surgiu na Alemanha, o Museu Deutsche, com aparências antagônicas as que já existiam, e foi considerado o precursor dos museus contemporâneos de ciências e tecnologia introduzindo estratégias de interatividade, e dessa forma criando uma nova forma de comunicação com o público (CAZELLI, 2002 e GASPAR, 1993). Outros museus de ciências seguindo esse modelo foram criados com o objetivo de introduzir discussões sociais referentes ao desenvolvimento da ciência e tecnologia. Nessa época, existia grande analfabetismo científico por parte da população mais carente e menos favorecida. No final da década de 60, nos Estados Unidos e no Canadá, apareceram novos modelos de museus de ciências, os centros de ciências (PADILLA, 2001) que eram espaços dedicados aos fenômenos e conceitos científicos, que mostravam a existências de outras imagens de museus, além das tradicionais. Essa época foi marcada pelo lúdico, pela interatividade, com o objetivo de levar a ciência ao conhecimento de toda sociedade, como estratégia de um rompimento com a exclusividade intelectual, ideológica e cultural que regulava e resistia a informação.
A divulgação científica é importante para a democratização da sociedade, tornando- a mais livre, responsável e mais culta cientificamente, diminuindo o desequilíbrio existente entre o cultural e o intelectual. Na década de 80, apareceram no Brasil e em outros países, atividades relevantes com finalidade de divulgação pública da ciência (PADILLA, 2001), assim como os centros de ciências e museus de ciências contemporâneos, aumentando o nível de conhecimento e capacitação do cidadão, no campo da ciência e tecnologia, através de exposições (SCHALL, 2002).
O Centro de Ciências da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) de Presidente Prudente, apoiado pelo MEC (Ministério da Educação), foi fundado em fevereiro de 1994 em parceria ao CDCC (Coordenadoria de Divulgação Cientifica e Cultural) da USP (Universidade de São Paulo) do Campus de São Carlos, pela rede SINEC
(Sistema Integrado de Núcleos de Ensino).
Esses centros de ciências são coadjuvantes no processo de inclusão social, porque fornecem condições para ampliar a alfabetização científica e a busca da sociedade pelo conhecimento. Entretanto as camadas mais baixas da população têm dificuldade de acesso à informação e transporte, o que tem limitado seu acesso aos centros e museus de ciências.
O papel do articular é promover conhecimento científico; estimular a apropriação do método científico, a curiosidade e a observação da realidade por meio da experimentação interativa e lúdica, transportando os equipamentos e experimentos às instituições de ensino; enriquecer o ensino multidisciplinar; desenvolver, organizar e manter exposições, mostras e eventos em prol da educação científica de crianças, jovens e adultos, difundindo preceitos de cidadania.
Os museus e centros de ciências contemporâneos desenvolveram características para distingui-los dos museus tradicionais, como atividades itinerantes, ou seja, levar a ciência ao conhecimento do público por meio que facilitem a reflexão e o acesso, de forma experimental, participativa e criativa.
2. Metodologia
A metodologia em aulas práticas e uso de recursos interativos por um docente, como notícias jornalísticas, vídeos, computadores e experimentos, contribui qualitativamente ao ensino de Física, conforme citado por MENEZES et. al. (2005), facilitando a interpretação e a compreensão de fenômenos abordados no conteúdo, presente no cotidiano e na tecnologia, permitindo uma proximidade com a realidade. Os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) apresentam uma excelente estruturação do conteúdo e as competências a serem discutidas nas disciplinas de exatas, sugerindo o uso de trabalhos experimentais que explorem o cotidiano, contendo preocupações com as diferentes realidades escolares, e compatibilidade com os diversos sistemas educacionais.
Estas atividades são desenvolvidas para vários tipos de visitantes do museu, como: grupos de visitantes, visitante-estudante, professores do Ensino Fundamental e Médio, comunidade local e guias turísticos, e apresentando características específicas para cada tipo de público.
No setor de física interativa estão disponíveis experimentos sobre força e movimento, fluidos, luz, ondas e som, calor, eletricidade e magnetismo, matéria e energia, e astronomia. Cabe mencionar que em todos os experimentos o visitante deve acionar o equipamento, observar o que acontece e tentar compreender o fenômeno físico envolvido.
São realizadas de uma maneira dinâmica onde as pessoas envolvidas iram apresentar seus pré-conhecimentos, para que o experimento ou o material apresentado fique mais perto de sua realidade. Podendo formular conceitos físicos do próprio conhecimento individual de cada individuo e assim a ciência se torna cada vez mais perto da população.
As pessoas envolvidas podem ser qualquer parte da sociedade: rico, pobre, idosos e crianças o importante é aproveita o que elas já trazem na bagagem e mostrar para as mesmas que a ciência está mais perto do que elas imaginam.
3. Resultado
A análise dos dados, coletados a partir das avaliações realizadas durante a oficina e os cursos, revelou que a as atividades interativas apresentadas e analisadas pelos professores na oficina motivou-os a trazer os seus alunos para vivenciar uma metodologia diferenciada compatível com a realidade atual.
Cabe ressaltar que os equipamentos que compõem estas áreas permitem uma experimentação dinâmica e interativa, que requer uma atuação direta dos participantes, através das seguintes ações: pressionar botões, mover objetos, puxar cordas, girar manivelas, sentar-se, pendurar-se, equilibrar-se. A norma não tocar nos objetos foi abolida. Tudo o que estava exposto foi analisado com fins educacionais. Assim, o contato com os experimentos interativos ocorreu pela manipulação de variáveis, não só utilizando botões disponíveis nos equipamentos, mas também pela interação com os equipamentos e observação do fenômeno. A manipulação das variáveis de um determinado sistema físico permite ao participante observar o resultado destas ações, levando-o a se questionar sobre os fenômenos físicos envolvidos, exercitando, desta forma, seu raciocínio lógico, sua capacidade de observar e criar hipóteses. Esta proposta metodológica procura tornar a física mais acessível, tendo em vista que fornece não só o acesso à informação, mas também propicia o aprendizado, a motivação e o interesse pela área científica.
4. Conclusões
Os museus e centros de ciências da atualidade abarcam diversas responsabilidades com a sociedade. O Museu e os Centros de Ciências facilitam o contato direto dos jovens com os trabalhos científicos. Os alunos são induzidos a mexer nos experimentos, e após essa interação podem debater os assuntos em sala de aula, o que ajuda a aguçar a imaginação e a desmistificar a ciência, encorajando-os a seguirem carreiras em ciências e tecnologia. Ao terminar o ensino médio um aluno deve ser capaz de compreender que a medida de uma grandeza física tem sempre um grau de incerteza, podendo estimar margens de erro em situações simples. Reconhecer que modelos simplificados podem simular e permitir análises de situações complexas, e que teorias científicas quando possíveis, devem ser avaliadas através de evidências experimentais. Através dos cuidados e métodos sugeridos ao ensino de ciências exatas, é atribuído um novo significado às aulas, que exprime uma maior preocupação com a qualidade, e privilegia o aluno no processo educativo.
Os museus e centros de ciências nos parecem, desde então, mais que espaços que procuram aguçar a curiosidade e despertar o interesse pela ciência e pela tecnologia; locais para a imersão na cultura científica que, entretendo e educando a um só tempo, tornam a ciência menos misteriosa, mais transparente. Para os professores que os visitam, eles podem ser também exemplos vivos de uma pedagogia que tem como ponto de partida o interesse e que oferece a possibilidade de aprender em processos investigativos. Mais raro, mas certamente possível, podem ser exemplos das relações entre ciência e tecnologia em situações que evidenciam o quanto uma e outra se influenciam mutuamente, e das consequências sociais e ambientais da produção científica e tecnológica.